Habitual dos jogos inspirados nos livros do escritor Tom Clancy, Rainbow Six Vegas, lançado em 2006, narra um conflito fictício travado na fronteira entre os Estados Unidos e México no ano de 2010.

O México como palco para problemas novamente em meio a neons, muitos neons.

Nossa história se inicia quando uma terrorista mexicana chamada Irena Morales sem muita ideologia de vida, começa a armar um grupo de guerrilheiros a fim de causar um embate com os Estados Unidos através de ataques com a ação de sequestros e bombas.

Em meio a esse caos, o jogador é um recém-promovido comandante da equipe Rainbow Six — chamado Logan Keller — e tem o dever, junto de dois aliados, aprisionar Irena para dissolver a organização sob o seu comando.

Porém, devido a um ataque de mísseis contra o helicóptero de Logan, a equipe é obrigada a se separar, restando ao jogador reencontrar sua equipe para continuar a missão. Após isso, o jogador adentra um complexo terrorista e encontra-se face a face com Irena. Com a voz de prisão decretada, a líder dos rebeldes aciona uma armadilha de bombas e soterra nosso protagonista, enquanto seus dois aliados vão presos.

A partir desse ponto, uma série de ordens são impostas ao personagem, entre elas, ele deve sair da fronteira e ir até Las Vegas combater ataques violentos contra cassinos. Domingo Chavez, a autoridade máxima da equipe Rainbow Six, dá pistas de que estes ataques na “Cidade do Pecado” (sic) e Irena Moralez provavelmente têm algum tipo de conexão.

De maneira esperta, Rainbow Six permite muita ação sem perder tempo com elementos narrativos. Inclusive, nas cutscenes onde se recebe informações pela responsável técnica, Joanna Torres, sempre ocorrerão na transição entre as fases e de maneira rápida. Nesses momentos, além de poder reorganizar seu arsenal, o jogador é informado com notícias sobre o caos na cidade e as movimentações do grupo terrorista que está lidando enquanto sobrevoa de helicóptero uma cidade sitiada.

Para auxiliar no deslocamento, existe um mapa que pode ser acessado a qualquer momento do jogo e ali, é possível acessar informações sobre a disposição dos inimigos, civis e aliados, tudo em tempo real! A abertura do mapa não te impede de prosseguir com seu deslocamento.

Porém, a informação do local exato dos inimigos depende se o campo de visão do jogador engloba ou não o adversário, da maneira que, se um inimigo entrou em um túnel ou ficou parado, deixando de dar pistas sonoras, seu ponto no mapa some imediatamente.

Os cenários são amplos e cheios de obstáculos com muitas colunas e pontos para se esconder e estabelecer estratégias. A quantidade de caminhos e possibilidades para o jogador avançar com sua equipe são diversos, e é aqui que reside o ponto forte de Rainbow Six Vegas. Através das ordens de deslocamento que o jogador dá, é possível dividir o grupo do protagonista, criando duas frentes de combate.

Há a possibilidade de dar dois tipos de ordens ao esquadrão: seguir o comandante ou ficar parado, pegando cobertura. Também pode-se estabelecer o padrão de ataque e agressividade do grupo: Pode-se mudar para o modo Assault onde qualquer inimigo é alvejado imediatamente. Fora desse modo, entra-se no modo Infiltrate, onde os tiros só são dados caso haja ofensiva contra seu grupo.

Ao contrário do Ghost Recon, não é possível escolher quais aliados farão parte da equipe, pois Michael (especialista em explosões) e Jung (hacker especializado) desempenharão papel chave para o desenrolar da trama, o que o obriga a tê-los na equipe.

O esquadrão se comporta muito bem às ordens do personagem. Todas as instruções são atendidas rapidamente, sendo que eles procuram abrigo nos melhores locais disponíveis para defesa naquela área. A precisão dos tiros feitos por eles são excelentes e estão no nível esperado de um grupo de combate de elite. Algo interessante é que quando o inimigo joga uma smoke bomb — atrapalhando assim a visão de todos, os próprios aliados imediatamente acionam a visão adequada (neste caso, a infravermelha) para contornar a situação.

Enfim, tudo isso ajuda que o jogador estime seu grupo e o veja como um verdadeiro grupo de combate, e não um bando de bots controlados por uma inteligência artificial pífia, está sendo uma situação normalmente vista em outros games.

Para deixar a experiência ainda mais emocionante, Rainbow Six Vegas chama a atenção pelo uso constante de Rappel e invasões através da quebra de vidros nos arranha-céus, acessados através de descidas vertiginosas em arranha-céus. Em tais momentos, a sensação remete aos melhores filmes de ação e dão uma sensação, senão heróica, interessante ao jogo.

De modo contrário ao que se vê normalmente na franquia, o jogador é livre pra escolher as táticas e armamentos que pretende usar nas missões.

Através das cutscenes no helicóptero, a escolha do arsenal pode ser decidida entre rifles de assalto, metralhadoras, submetralhadoras ou shotguns. As armas são variadas e podem ser avaliadas por pequenas barras que servem para compará-las através dos seguintes quesitos: precisão, alcance e dano.

Para auxiliar na estratégia empregada, é possível também escolher o número de tiros feitos a cada disparo (automático ou semi-automático), uso de silenciador para entradas mais furtivas e ainda, proveito da visão noturna e visão sensível a temperatura, possibilitadas pelo capacete de combate usado pelos soldados.

Como dito anteriormente, Rainbow Six Vegas é um jogo de tiro tático repleto de opções de estratégia, ou seja, pode-se deduzir que temos aqui combinações diversas de combate junto com um bom controle de equipe onde o ideal é que poucos inimigos sejam mortos e que o time aja da maneira mais discreta possível. Desta ideia, contudo, só a primeira parte é verdadeira.

Rainbow Six Vegas é bastante violento, com dezenas de inimigos armados com metralhadoras pesadas e distribuídos em vários lugares e níveis pelo cenário. A ação nunca pára de ocorrer e em nenhum momento há quebra-cabeças ou situações delicadas a serem enfrentadas pelo personagem — é pura porrada, digna de qualquer filme de ação de Clint Eastwood.

Algumas vezes, para se ter uma idéia, você vai achar que existe respawn infinito, que os inimigos aparecerão indeterminadamente até que o jogador faça algo ordenado pelo game ou saia do lugar em que está, contudo, isso não é verdade. Rainbow Six Vegas possui uma dificuldade razoável por padrão e a quantidade de inimigos a serem neutralizados é enorme.

Existem momentos em que deve-se usar os silenciadores e caminhar como um fantasma pelo cenário, mas momentos assim são exceções, pois os inimigos possuem uma sensibilidade de visão aguçada, tal como ocorre em uma situação real e quase sempre a invisibilidade do jogador será revelada, resultando em alerta aos inimigos e o início de uma batalha sanguinolenta. Para se ter uma idéia, mesmo que o jogador se agache atrás de caixas ou contêineres, caso o inimigo veja um pedacinho do corpo do jogador, ele rapidamente disparará e tentará chamar aliados para solucionar a situação.

O multiplayer deste game é rico, com várias opções, sistema de ranking, personalização dos personagens e contém dois modos novos. Quanto ao sistema de ranking, conforme o jogador completa missões online nos vários mapas disponíveis, são liberadas opções novas de vestimentas que servem para diferenciar visualmente os melhores e mais experientes.

Graficamente, chama a atenção do foco over-the-shoulder (sobre os ombros) nos momentos em que o protagonista gruda aos obstáculos para se proteger.

Ao se chegar perto de um obstáculo como muros, pneus ou sacos de areia, pode-se fazer com que o personagem fique junto desta proteção. Neste momento, a câmera sai do tradicional primeira pessoa e se desloca um pouco atrás do personagem, focalizando assim tanto o personagem quanto a ação que está ocorrendo logo à frente. É possível atirar às cegas ou mirar com precisão, sendo que neste último caso há uma exposição do corpo aos tiros inimigos.

Com poucas cutscenes, Rainbow Six Vegas é graficamente bom e grande parte da atmosfera de Las Vegas, com seus cassinos enormes e luminosos de Neon em abundância estão lá, bem representados. O mesmo vale para a trilha sonora que varia bastaste conforme se muda o ambiente, variando da música clássica quando se está em um teatro até um techno no momento em que se entra em uma boate.

Rainbow Six Vegas é ação ininterrupta com pitadas de elementos táticos. O enredo é simples e nem por isso degrada o jogo, pois desde o início a meta está clara: varrer com tiros todos os terroristas no caminho sem muita perda de tempo para histórias. O jogo pode render até 12 horas de jogo ininterruptas.

A jogabilidade é precisa e o multiplayer excelente, o que acaba por estender significativamente o valor do jogo, o replay. Contudo, para os que não estão satisfeitos com a ausência de uma história mais envolvente e elementos estratégicos mais presentes, recomenda-se outro título da própria Ubisoft, Ghost Recon Advanced Warfighter. Para os que desejam ação digna de um filme da categoria, Rainbow Six Vegas é uma aquisição obrigatória.

 

Rainbow Six Vegas

Habitual dos jogos inspirados nos livros do escritor Tom Clancy, Rainbow Six Vegas, narra um conflito fictício travado na fronteira entre os EUA e México.

Amanhã teremos outro título para vocês, com análise completa do mesmo porte, continuando nossa tradição.

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