Para aqueles que perderam o World in Conflict em seu lançamento original no final de 2007, a segunda iteração “Complete Edition” é uma recomendação fácil, incluindo todo o conteúdo original junto com a expansão “Soviet Assault”.

O jogo oferece uma jogabilidade tática em tempo real fantástica, misturando controle de tanques, tropas, transportes, artilharia e unidades aéreas com a habilidade de utilizar uma variedade de ataques de bombas e explosivos no campo de batalha. Para complementar, o jogo conta com uma campanha bem estruturada em torno da idéia da União Soviética invadindo os Estados Unidos em 1989. Os personagens são marcantes, as cenas entre missões muito bem dirigidas e escritas, e o jeito que o sistema de recursos, produção de unidades e habilidades especiais é integrado oferece uma jogabilidade acessível e energética, que é ainda melhor quando jogando online.

Quanto Whitesnake começa a tocar durante a campanha de World in Conflict, você sabe que “it is love, that you’re feeling”. O amor a uma barragem de artilharia posicionada com cautela; a uma cidade uma vez inteira virando escombros; de manejar tanques através de destroços para atacar uma posição de importância estratégica; a nosso inimigo favorito, a URSS.

O calor em nossos corações hoje não é por família e amigos, é pela bomba nuclear que eliminou completamente um grupo de tanques pesados veteranos do inimigo, artilharia anti-aérea móvel e infantaria que permitiram que nossa equipe avançasse e conquistasse a vitória em uma partida multijogador de World in Conflict. Um dos mais refinados jogos de estratégia em tempo real girando em torno de guerras mais contemporâneas.

O estúdio Massive Entertainment criou uma experiência destrutiva excelente que achamos que qualquer viciado em ação regozijará repetidamente.

Destruição épica está por todos os lados neste título. É um jogo entre os mais bonitos jogos de estratégia que já vimos, oferecendo unidades detalhadas, grandes e bem renderizados ambientes e alguns efeitos especiais verdadeiramente espetaculares. Os visuais em World in Conflict são brilhantes de todas as formas e oferecem um ponto de entrada fácil para todos os jogadores imediatamente “cairem dentro” e aproveitar uma estratégia de ação rápida, mesmo que os requisitos mínimos não sejam os menores caso você queira tirar proveito de todos os efeitos visuais. Felizmente, o jogo ainda fica muito bonito com os gráficos no médio, onde a maioria dos computadores consegue ficar confortavelmente.

Os desenvolvedores também tornaram o título mais acessível para o jogador comum mantendo o tamanho de seu exército reduzido, mantendo gerenciamento de base e economia fora de cena, tornando o tempo de partidas mais curto, e a jogabilidade mais agressiva de imediato. É algo que a Massive Entertainment já havia tentado antes em sua série Ground Control, que eles atualizaram e melhoraram drasticamente aqui.

É uma abordagem completamente tática que permite que jogadores foquem em posicionamento de unidades e no uso de habilidades especiais das unidades. O resultado é um jogo que é acessível a todos, incluindo aquela porção mais casual de gamers que acostumaram com a adrenalina instantânea de FPS’s.

Isto não significa que o jogo é simples. Na verdade, não é. World in Conflict tem um foco pesado em colaboração de equipe no multijogador (a campanha reforça isto através de algumas mecânicas) assim como títulos FPS como Team Fortress ou Enemy Territory fazem com suas classes.

Enquanto você pode escolher gastar seus pontos de requisição (a versão simplificada de recursos do jogo) em unidades fora de sua especialidade, você é encorajado a gastar em suas unidades de sua especialidade por conta das que não fazem parte da mesma serem realmente caras. Isto é necessário para balancear unidades e a função dentro da equipe, não apenas o indivíduo, é isto que faz o World in Conflict funcionar tão perfeitamente como um jogo multijogador.

Jogadores entrando no meio de uma partida, algo pouco comum em jogos de estratégia multijogador, poderão ver onde a ajuda é necessária e preencher qualquer vazio.

O paradoxo inerente em querer permitir acessibilidade a jogadores inexperientes com jogos de estratégia e a necessidade de trabalhar inteligentemente como uma equipe em um ambiente estratégico pode ser talvez o único e leve ponto fraco do multijogador. Pois realmente pode ser frustrante estar em uma equipe que não consegue trabalhar em harmonia, ainda mais se o oponente é, pelo menos, moderadamente organizado (se você tem uma coluna inteira de tanques pesados e ninguém ajudando com suporte aéreo, você tomou no C*).

Claro, isso não quer dizer que você não irá se divertir apenas entrando em uma partida pra passear com tanques, atirar alguns foguetes e lançar algumas bombas nucleares, mas as experiências de jogo verdadeiramente épicas vem através de equipes que, pelo menos, vagamente sabem o que estão fazendo.

Isto pode ser especialmente importante visto a natureza de alguns dispositivos de auxílio tático do jogo. Conforme você causa dano, cura unidades ou captura posições estratégicas (Pense em Battlefield 1942), você irá ganhar pontos de auxílio tático, que podem ser utilizados para várias coisas desde rastreios de radar até as deliciosas bombas nucleares, soltar tais armamentos em unidades amigáveis é ruim para os negócios.

Felizmente, World in Conflict também vem com um sistema de VOIP maravilhoso que deve ajudar jogadores a alertarem sobre suas destruições iminentes, também serve muito bem para jogadores querendo contatar seus parceiros de equipe, aprender com veteranos e participar rapidamente de ataques e defesas coordenados. Quando o jogo está a plenos pulmões e todos em sua equipe estão envolvidos, World in Conflict é um dos melhores jogos de multijogador de qualquer gênero existente no mercado.

É ótimo que o pessoal da Massive Entertainment perdeu um bom tempo tendo certeza que o serviço Massgate de multijogador deles é limpo e cheio de recursos. Tudo desde suporte à clans até torneios são fornecidos para os jogadores experientes enquanto o jogador mais casual consegue achar outros de seu nível. Adicione a isso a habilidade de transmitir partidas via um sistema completo de câmeras e edição em tempo real, com isto você tem um jogo construído para uma comunidade competitiva.

A campanha

Enquanto o game foi primariamente desenvolvido como um jogo multijogador, a campanha não foi lançada aos cachorros. A campanha oferece um explosivo e bem-apresentado espetáculo desde o momento que os russos invadem o solo americano e a artilharia começa a devastar Seattle. É uma jornada incessante a partir daquele momento com pouquíssimo tempo de descanso para você se recompor, o que combina perfeitamente com a natureza tática do jogo e permite que nós viciados em adrenalina fiquemos sempre “ligados”.

A história é consistentemente bem-apresentada de vários ângulos. O jogo não apenas conta a natureza estratégica e tática da invasão soviética através de telas de carregamento terríficas narradas por Alec Baldwin e conversas constantes por rádio dos personagens principais e líderes nas forças aliadas, mas também o lado mais pessoal da guerra através de vários personagens bem desenvolvidos.

Cada um é bem diferente em suas motivações e a chance de aprender mais através das cenas entre missões ajudam você a se inteirar ainda mais na história. Tanto as personalidades dos personagens quanto as informações táticas se misturam em cenas bem dirigidas em cada missão. Em um geral, a apresentação da história na campanha é excelente.

A campanha transita suavemente de local a local documentando a guerra através do noroeste americano, Nova Iorque e várias partes da Europa. Cada uma das missões oferece algo diferente e encoraja jogadores a se familiarizarem com cada tipo de exército oferecendo apenas certos tipos de reforços. Não é tão rígido quanto o multijogador (você ocasionalmente terá helicópteros e tanques sob seu comando simultaneamente) mas é ótimo para introduzir o ponto forte de cada tipo de unidade oferecendo oportunidades de tirar proveito das habilidades especiais contra o inimigo.

Também é impressionante como a campanha ensina os conceitos de trabalho em equipe. É bem comum seu comandante lhe atribuir um objetivo de ir até um parceiro de equipe para ele introduzi-lo a um novo objetivo. Enquanto a inteligência artificial está guardando um ponto estratégico, você terá que avançar para alcançar outro objetivo estratégico. É algo que se tornará quase que secundário em partidas multijogador e é oferecido suavemente durante a campanha.

Na verdade, a campanha é cheia de pequenos truques que te fazem sentir como parte de algo gigante enquanto você somente está controlando uma pequena quantia de unidades. Existe tanta ação e destruição acontecendo ao seu redor que você não faz parte que é difícil não sentir o calor intenso das explosões quando na verdade, você está bem focado em uma pequena seçnao da batalha. Existem apenas alguns poucos objetivos que forçarão você a dividir suas forças mais de uma centena de metros.

A campanha também felizmente oferece liberalmente pontos de auxílio tático em várias ocasiões, permitindo que você utilize uma grande variedade de explosivos quase que constantemente contra o inimigo. Você apenas não sabe o quão satisfatório é chamar três ataques aéreos seguidos, bombas de combustível e ataques de artilharia massivos, todos de uma vez só. É uma experiência suprema!

Veteranos de jogos de estratégia e também fãs de jogos de ação devem achar isto o sonho dos viciados em ações, mas para aqueles que se orgulham das habilidades de clicar várias vezes por segundo e tem TOC em relação a microgerenciamento devem achar o jogo um tanto quanto casual. Eu não posso falar que estava ansioso por completar qualquer um dos objetivos primários (alguns dos secundários eram até mais desafiadores), mesmo na dificuldade máxima, mas eu joguei uma tonelada de jogos de estratégia em tempo real com o passar dos anos. Eu recomendo à qualquer veterano em jogos de estratégia à colocar a dificuldade na máxima de certeza. Parte do problema é relacionada à inteligência artificial do inimigo que ocasionalmente mostra potencial, mas na maioria dos casos foi direto para a linha de tiro ao invés de tirar proveito de seus arredores e habilidades especiais. É um pouco complicado dizer exatamente o que torna o jogo mais difícil na dificuldade mais alta, visto que a inteligência artificial pareceu a mesma e não fez uso das habilidades especiais como achei que iria.

World in Conflict: Complete Edition

Em World in Conflict, a terceira guerra mundial explodiu e o exército soviético lançou um ataque surpresa nos Estados Unidos.

Amanhã teremos outro título para vocês, com análise completa do mesmo porte, continuando nossa tradição.

Infelizmente ainda estamos entregando todos os jogos somente para macOS, porém quando dermos início ao suporte à Windows e Linux, tenham em mente que TODOS os jogos serão atualizados contendo instaladores para tais sistemas.

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